A busca do conhecimento nas universidades
fevereiro 23, 2011

O estudante de Comunicação precisa sempre estar atualizado. O mercado exige
Por: Eduardo Mansell
“Eu acredito que educação gira em torno de estar entusiasmado com algo. Ver paixão e entusiasmo ajuda a divulgar uma mensagem educacional” (Steve Irwin)
Costumo escrever em meus posts que não é a faculdade que faz o aluno e sim o processo inverso, o aluno quem faz a universidade. Falo isso porque uma instituição pode ser muito boa, mas pelos seus bancos passar jovens sem nenhum interesse em aprender. Porém também existe o outro cenário, que é o de uma universidade nem tão equipada ou com um ensino de segundo nível, mas que dá a sorte de ter em suas fileiras universitários dispostos a sugar até o último grau de conhecimento que ela pode fornecer.
Como o primeiro caso nem merece muitos comentários, falaremos da segunda opção. E dentro do cenário que nos interessa, o de Comunicação Social. Ao longo dos anos muitos jovens entram nas universidades do país dispostos a se tornarem jornalistas e profissionais de Marketing de primeira linha. E neste caso, ter apenas uma boa faculdade a sua disposição não conta. É preciso ir além.
O estudante de Comunicação Social precisa saber tirar de seu professor muitas vezes aquilo que nem ele mesmo sabe que é capaz de explicar. Experiências profissionais, aquela historinha de uma cobertura, aquela campanha que o cliente quase arruínou a agência, etc. Muitas vezes vem deste conto a melhor aula que aquele professor pode dar.
Além disso, a busca pelo conhecimento não deve se limitar ao material oferecido pela universidade em sua grade. É preciso correr atrás, ver bons cursos de extensão, aperfeiçoar deficiências, buscar a fórmula para ser um profissional moderno. Em um post anterior defendi que as universidades de Comunicação Social não deveriam se limitar a dar o diploma de jornalista, de publicitário ou de relações públicas. Era preciso dar um diploma de profissional de Comunicação Social, capaz de trabalhar nas três frentes. Porém, enquanto as faculdades não fazem isso, melhor que seja o aluno buscar esses diplomas por conta própria. Buscar conhecimento nunca é demais, ainda por cima em uma área onde se atualizar é uma questão de sobrevivência.
Sempre há vaga para quem é bom
setembro 29, 2010

O bom profissional sempre encontra um lugar ao sol
Por: Eduardo Mansell
Nas últimas semanas estamos travando neste espaço várias discussões sobre o papel do profissional de Comunicação Social. Eu mesmo defendo que este seja completo, trazendo com ele conceitos de Jornalismo, Marketing e Relações Públicas. O meu amigo Maurício Louro, por exemplo, citou em um post anterior casos de alguns colegas, muitos em comum, que decidiram deixar de lado redações na busca de “carreira solo”. Todos parecendo bem sucedidos.
Analisando esses últimos posts e as tranformações recentes percebo que Comunicação Social é uma benção para quem curte o assunto e decide investir e se atualizar no ramo. Isso porque, para quem é bom, a oportunidade sempre vai aparecer. Independentemente de relações de trabalho tradicionais ou de cargos de chefia em redações, o profissional de Comunicação Social competente terá sempre seu espaço.
A Luneta Digital tem como objetivo principal compartilhar informações. Seja por intermédio de seus cursos ou de eventos como palestras, por exemplo. Nesses encontros estamos sempre conhecendo pessoas que deram certo. Realmente é impressionante a quantidade que optou por trabalhar para si mesmo. Seja montando uma assessoria de imprensa, prestando consultoria em Marketing Digital ou bolando seu próprio modelo de negócio. No curso que vamos oferecer sobre agência de notícias multimídia um dos módulos visa mostrar como montar a sua própria agência. Um campo que oferece muitas possibilidades e ainda é pouco explorado.
Diploma apenas para profissionais de Comunicação Social
setembro 15, 2010
Por: Eduardo Mansell
“Nossos corpos se procuram, se descobrem se misturam, nesse instante eu sou você, você sou eu” (Paulinho Rezende / Paulo Debétio)
Lendo o post “O que eu faço com essas mídias?”, do amigo Rafael Louzada, aqui mesmo neste espaço, poderia escrever dezenas e mais dezenas de linhas comentando as minhas impressões sobre o assunto. Por exemplo, não concordo com o fim do diploma de jornalista e muito menos o fim do curso de Jornalismo. Mas acredito que é possível uma grande modificação.
Concordo que o modelo atual desses cursos é ultrapassado. Culpa das universidades, em sua maioria, que não conseguiram se adaptar a uma nova realidade de mercado. Essas novas mídias acabaram forçando com que um profissional formado em Comunicação Social não tivesse mais o direito de escolher se pretende ser jornalista, publicitário ou relações públicas. Hoje, um profissional de Comunicação Social precisa ser um pouco desses três. Apenas a soma dos ingredientes é que vai garantir o sucesso da receita.
Hoje um jornalista não pode se limitar a ter um bom texto. Até porque isso é o mínimo que se espera dele. Um jornalista tem que saber, na Web, por exemplo, a usar da melhor maneira possível os conteúdos agregados que tem a sua disposição. Qual vídeo escolher para completar a minha matéria? Qual foto ilustra melhor meu texto? Quais links devo disponibilizar para facilitar o entendimento do que escrevi e fortalecer meu ponto de vista? Qual título é mais provocante (não entendam apelativo, por favor)?
Esse conjunto de escolhas em uma simples matéria faz com que esse jornalista precise saber a forma ideal de “vender seu peixe”, ou melhor, “vender seu texto”. Logo, esse jornalista precisa também ser um profissional de Marketing, capaz de dar credibilidade ao que escreve.
E no caminho contrário. Os profissionais de agência de publicidade precisam cada vez mais de bons textos, de fazer seu conteúdo ser bem posicionado em mecanismos de busca, de fisgar o máximo de pessoas para as suas propagandas. Logo, esse publicitário também é um jornalista.
Sobre o relações públicas, esse enfim, nada mais é do que um profissional de Comunicação Social que tem que saber assessoria de imprensa tão bem quanto um jornalista e divulgar sua empresa ou ponto de vista tão bem quanto um publicitário.
Logo, o curso de Jornalismo deve acabar, assim como o de Publicidade e Propaganda e do Relações Públicas. Todos devem sofrer uma fusão para que dos bancos das universidades saiam profissionais de Comunicação Social.

