O tamanho de um país que almeja limitar a internet

Por Maurício Louro – Você pode medir a capacidade administrativa pelas atitudes do administrador. Os nossos dias são dinâmicos, dado o volume enorme de informações que recebemos o tempo todo. Também a necessidades de interagir encurta muito nossos dias.

É lamentável testemunhas no Brasil cenas de reações como as de taxistas em relação ao Uber, das operadoras de TV a cabo contra plataformas como a Netflix. Este último caso é mais grave. É um dos motivos que levam o governo a colocar em pauta a limitação da internet no Brasil.

Pode ter certeza: o tema internet limitada vai voltar à tona… e com força total

Por duas vezes essa questão veio à tona. A última, recentemente, por intermédio de Gilberto Kassab, que é ministro de Temer para as Telecomunicações. Tão imediata foi a reação da população que houve pressa em dizer que se tratava de “um equívoco”.

Pode ter certeza: não foi equívoco.

Da mesma forma que a Prefeitura do Rio – gestão Eduardo Paes – chegou a proibir o funcionamento do Uber, pressionada por taxistas, há pressão das operadoras de TV a cabo contra serviços de vídeo por streaming, como Youtube e Netflix. A esfera, no caso, é outra. É federal.

O mais triste de tudo é ver o Brasil batendo de frente com as novas tecnologias e novos serviços. Somos um país de lobbys e lobistas. Somos um país que abre mão da evolução, da qualidade, do respeito ao cidadão como contribuinte e consumidor. Um país cujo inimigo nasce e tem raízes em sua própria terra. Um país pequeno.

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