Redação do La Stampa, enfim, entra na onda da integração

O que o editor-chefe do La Stampa chama de “un passo nel futuro” é, na verdade, o processo irreversível de integração entre as redações do jornal italiano, anunciada no início de fevereiro. A mudança será ampla, pelo que deu a entender o jornalista, passando inclusive por uma revisão no sistema de gerenciamento de conteúdo, em nossa linguagem, no sistema de publicação via publicador - CMS.

La Stampa prepara mudança em sua redação

La Stampa prepara mudança em sua redação

Convém destacar, no entanto, a criação do cargo dos cargos de editor digital e editor de Web, além de uma editor para mídias sociais. Alguns veículos já trabalham dessa forma aqui no  Brasil, porém, esse “mergulho na modernidade” acarreta ainda muitas dúvidas, oriundas da falta de conhecimento técnico. Assim, não existe no nosso mercado um padrão estabelecido, embora os diretores sempre busquem referências já existentes no mercado na hora de “migrar” seus próprios veículos.

No caso do La Stampa, o editor digital será o coordenador geral, à exceção do impresso. Inclua-se aí tablets, smartphones e o próprio site. Neste último, a gestão de conteúdo ficará a cargo do editor Web, restando então as mídias sociais, que terá um editor específico.

O editor digital deverá fazer também a ponte com o impresso. É justamente disse que dependerá o sucesso dessa empreitada, que em caso de sucesso, garantirá certamento mais algumas décadas de vida ao La Stampa, que completou neste mês 145 anos de existência. Isso até que outra mudança seja necessária.

Youtube lança canal de vídeos educacionais

Imaginem a cena… em uma sala de aula equipada com computadores e conexão à internet, um professor solicita que seus alunos acessem determinado vídeo no Youtube. Resultado? A garotada faz o que o mestre pediu, mas vai pulando de vídeo em vídeo até chegar a algumas imagens de strip tease ou um trailer de um filme de terror daqueles bem cascudos.

Folclore à parte, deve ser muito difícil em alguns momentos controlar a ansiedade dos alunos por assuntos não necessariamente didáticos quando acessem vídeos em sala de aula. O pessoal do Google percebeu que, inclusive, tinha muita escola por aí bloqueando o principal portal de vídeos do mundo por não concordar com a divulgação de determinados conteúdos em sala de aula.

Assim, surgiu uma novidade: um portal de vídeos educativos, onde os vídeos recomendados são sempre do assunto escolar buscado originalmente.  O conteúdo desses vídeos vem de produtores de entidades como Stanford, PBS, MIT e TED. Além disso, existem vídeos para ajudar e orientar os próprios professores.

Os vídeos para alunos estão no link http://www.youtube.com/schools e para os professores, em http://youtube.com/teachers.

A agência de notícias é você!

Por Maurício Louro (@mauriciolouro)

Novos tempos exigem novos modelos de agências de notícias

Novos tempos exigem novos modelos de agências de notícias

O artigo de Eduardo Mansell (@edumansell)  no livro Jornalismo & Mídias Digitais analisa a questão do mercado das Agências de Notícias. Ele faz uma análise histórica das agências e em seguida traça um panorama para chegar a um modelo eficiente, que sobreviva nesses nossos dias digitais. Mansell mostra que as agências já tiveram que “inventar a roda” antes, e não apenas uma vez.

De fato, se um dia houve o monopólio da difusão da informação, isso acabou definitivamente. Particularmente, acho que o único modelo de conteúdo fechado viável é aquele disponibilizado para tablets, obviamente do algum diferencial. Desse modo a versão do dispositivo poderia tranquilamente substituir a leitura de uma revista semanal, desde que o custo seja baixo e a edição eletrônica saia antecipadamente, por exemplo, a título de diferencial. Mais ou menos como baixar um aplicativo, que podem ser gratuitos ou não.

É legal entender que a internet impõe limites às restrições. Isso acaba com a vida de quem respira o monopólio. Quando em seu artigo Eduardo Mansell analisa a questão dividindo as agências em grandes, médias e pequenas, ele o faz por ser muito difícil entender a sobrevivência de uma EFE, DPA ou Agência Estado como elas são, dentro do cenário atual de notícias pulverizadas.

A saída que ele aponta, citando inclusive opções editoriais, é subjetiva. Como para o mercado as coisas funcionam objetivamente, eu entendo que, para o caso das grandes, não há saída.

Na sequência do artigo, Eduardo Mansell funde os modelos de médias e pequenas agências. Sugere um modelo que entendo ser bem interessante e que trabalha com a segmentação. Imagine a quantidade de portas que isso abre para o mercado de jornalismo.

Mansell cita alguns exemplos, todos certeiros. Mostra as possibilidades tentadoras que a segmentação pode proporcionar. Sobretudo àqueles com espírito empreendedor, que atuam na área de comunicação digital, o artigo deixa uma mensagem de que pode ser viável investir no próprio negócio, específico, encontrando mercado para isso. Feito isso, mãos à obra.

Criamos a 'Máquina do Tempo'. Faça uma viagem

Por: Maurício Louro

Máquina do TempoQuase sempre paro para imaginar as coisas que envolvem as experiências mais simples, como assistir a um filme, por exemplo. Fico pensando no estalo inicial, na concretização da história, na criação do roteiro e, depois, na venda para os produtores - no caso, os investidores. Se se compra a ideia que se tornará um filme, acredito que é possível vender qualquer coisa. E mais: se se vende qualquer coisa, estamos livres para produzir o que quisermos.

Tive um pensamento repentino, acompanhado daquela reação imediata de ter vislumbrado algo lógico e possível. Tenho pensado muito em como seria capaz de vender qualquer coisa via web, de ideias a objetos, desde que se crie uma ótica de produto. Refiro-me à web porque o meio permite afinidades antes impossíveis no mundo offline. Quero dizer que há nichos, pessoas diferentes navegando, mas com certeiros pequenos interesses em comum. Por isso me guio pela teoria da Cauda Longa para dizer que tudo se vende na web.

Convenci-me a levar adiante esse meu pensamento, mas precisava testar, ver o efeito de minha ideia na reação de alguém. Estava em casa e resolvi testar com minha mulher, que de nada sabia. Rapidamente criei uma história, baseado no meu pensamento repentino. Contei que havia lido um artigo sobre motivação.

Nele, um agente motivacional dizia que era possível fazer qualquer coisa que se imaginasse, considerando a criatividade e a inteligência humana. Qualquer coisa mesmo. A fim de reforçar o que estava dizendo, propôs a si mesmo a criação de duas coisas aparentemente impossíveis de se criar. Para tornar a situação ainda mais complexa, na primeira experiência quis partir do plano metafísico para o concreto - o que, para ele seria mais difícil - e, na segunda, do plano concreto para o metafísico.

Assim, respectivamente, ele decidiu criar o homem à sua semelhança, como o fez Deus - esta seria a primeira experiência. Depois, daria uma de inventor e criaria uma máquina. Mas não uma máquina qualquer. Criaria a “Máquina do Tempo”, o que seria a segunda experiência. As duas se realizaram.

A primeira realmente foi a mais difícil e levou exatos três anos e dois meses. Foi o tempo necessário para conhecer e se relacionar com a mulher que hoje é mãe de seu filho. Feito isso, em poucos minutos realizou a segunda experiência, com sucesso, criando a máquina do tempo.

Para provar seu feito, sugeriu uma viagem gratuita ao leitor. Havia experimentado e posso dizer que deu certo. Melhor: com um clique posso estender a experiência a quem está lendo esse texto… aqui e agora. É preciso apenas estabelecer o período a ser visitado nessa viagem. Vou sugerir aqui o dia 13 de junho de 1962, dia em que nasci.

Se você está realmente pronto, clique aqui e, faça sua viagem. Se puder, retorne depois para contar como foi a experiência. Mas lembre que qualquer coisa se torna absurda quando  nos colocamos descrentes diante dela.

Minha mulher (sem que lesse esse texto jamais saberia da minha “mentira”) achou o tal artigo genial e adorou a ideia da “Maquina do Tempo”.  O artigo  foi apenas a embalagem de uma ideia repentina. Jamais existiu. Só quis provar que posso vender qualquer coisa que imaginar. No entanto, como trazer essa experiência para minha cabeça de jornalista?

Facilmente. Você não precisa saber nada além do que sabe para fazer um entrevista, escrever uma matéria, publicar um texto. Isso qualquer um jornalista sempre fez, sem precisar ser online. O grande barato do jornalismo web é poder expandir o raio de ação, bem além dos furos, da cobertura em tempo real, além das redações. É criar ações que tenham afinidades com a notícia, bolar newsgames, criar ferramentas interativas, enfim, o jornalista está solto, livre para dar ideias e até executá-las.

O novo jornalista deve saber transformar seu trabalho em produto. Precisa ter conhecimento para gerenciar esse produto, traçar caminhos, cumprir metas. Historicamente, o jornalista é um profissional habituado a lutar por justiça e liberdades. O jornalista só não pode é estar diante dessa libertade e não saber o que fazer.

SAI, ZICA!

Gladiador: 82% de erro nos chutes

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de ruim, atacante já beira seu maior jejum no Palmeiras

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O novo papel do jornalista no novo jornalismo

Por Mauricio Louro

Paulo Henrique de Oliveira Ferreira e Rafael Louzada

Paulo Henrique de Oliveira Ferreira e Rafael Louzada

Lançamos na sexta, dia 04/08/2011, o livro “Jornalismo & Mídias Digitais - Um Novo Papel Além das Redações”, organizado por nós, da Luneta Digital, e que reúne um timaço de profissionais da web. Tão importante quanto a conclusão desse trabalho foi ter proporcionado a oportunidade de unir essas pessoas num mesmo projeto e numa mesma noite. Tivemos uma noite agradável na Livraria Blooks.

Foi uma oportunidade de rever e trocar ideias com pessoas distintas, mas com as quais temos afinidades. É gratificante ver essa capacidade da web, de captar afinidades em toda gente, apesar das diferenças. Gente que entende a web de um modo muito especial e que comprova, a cada dia, tudo o que está inserido no livro, em cada artigo.

Um dos artigos mais valiosos do livro é aquele escrito pelo Paulo Henrique de Oliveira Ferreira, o “PH”. É a visão especial de uma das possibilidades para o jornalista como profissional de mercado, como homem de negócios. Considerando as estruturas viciadas do jornalismo tradicional, suas raízes, creio que só a possibilidade de reinvenção nos permitiria tornar real essa questão levantada pelo PH. Considero que a web nos forçou essa mudança, essa revisão.

A web abriu caminho para um novo perfil de jornalista, justamente aquele que foi levantado pelo PH logo no primeiro artigo, chamado “Muito Além do Conteúdo”. Esse caminho é o da gestão de negócios.

Em seu texto bem fundamentado, PH comenta as transformações históricas até a emergência das mídias digitais e as mudanças sociais intrísecas. Traça um panorama para mostrar que “do milenar papel à mais moderna expressão interativa multimídia, toda a indústria da mídia paira agora em cima de um único sistema, o digital”.

Em seguida, insere o jornalista nesse novo meio, sempre com visão crítica sobre a forma de atuação. Isso é cristalino, sobretudo em mídias digitais, porque o meio exige suor e aprofundamento. Enterramos aquele perfil tacanho de jornalista que só escreve, fuma e se entope de café (nada contra o café).

Como a web exige um grau de entrega, o cara acaba por se envolver mais e passa a pensar menos em si e mais no que faz. O resultado é a compreensão de que o trabalho do jornalista não termina no texto. Há uma chance de se tomar posse do que se faz e, sobretudo, crescer e contribuir. Se vc entende do negócio, vai saber que precisará sem ir além disso.

Isto é apenas uma panorama do que trata o PH em seu artigo. E uma reduzida ideia do tipo de informação disponível em “Jornalismo & Mídias Digitais”. No entanto, acima de tudo, é o tipo de conteúdo que procura satisfazer a quem está em busca de conhecimento. É uma parcela de nossa contribuição.

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