A agência de notícias é você!
August 19, 2011
Por Maurício Louro (@mauriciolouro)

Novos tempos exigem novos modelos de agências de notícias
O artigo de Eduardo Mansell (@edumansell) no livro Jornalismo & Mídias Digitais analisa a questão do mercado das Agências de Notícias. Ele faz uma análise histórica das agências e em seguida traça um panorama para chegar a um modelo eficiente, que sobreviva nesses nossos dias digitais. Mansell mostra que as agências já tiveram que “inventar a roda” antes, e não apenas uma vez.
De fato, se um dia houve o monopólio da difusão da informação, isso acabou definitivamente. Particularmente, acho que o único modelo de conteúdo fechado viável é aquele disponibilizado para tablets, obviamente do algum diferencial. Desse modo a versão do dispositivo poderia tranquilamente substituir a leitura de uma revista semanal, desde que o custo seja baixo e a edição eletrônica saia antecipadamente, por exemplo, a título de diferencial. Mais ou menos como baixar um aplicativo, que podem ser gratuitos ou não.
É legal entender que a internet impõe limites às restrições. Isso acaba com a vida de quem respira o monopólio. Quando em seu artigo Eduardo Mansell analisa a questão dividindo as agências em grandes, médias e pequenas, ele o faz por ser muito difícil entender a sobrevivência de uma EFE, DPA ou Agência Estado como elas são, dentro do cenário atual de notícias pulverizadas.
A saída que ele aponta, citando inclusive opções editoriais, é subjetiva. Como para o mercado as coisas funcionam objetivamente, eu entendo que, para o caso das grandes, não há saída.
Na sequência do artigo, Eduardo Mansell funde os modelos de médias e pequenas agências. Sugere um modelo que entendo ser bem interessante e que trabalha com a segmentação. Imagine a quantidade de portas que isso abre para o mercado de jornalismo.
Mansell cita alguns exemplos, todos certeiros. Mostra as possibilidades tentadoras que a segmentação pode proporcionar. Sobretudo àqueles com espírito empreendedor, que atuam na área de comunicação digital, o artigo deixa uma mensagem de que pode ser viável investir no próprio negócio, específico, encontrando mercado para isso. Feito isso, mãos à obra.

