Olhando pela Luneta: Palestra Conteúdo na Web

Demorou, mas enfim está saindo o post completo sobre a palestra da Luneta Digital na Universo de Niterói, realizada no dia 25 de agosto. Com o tema “Conteúdo na Web - Conteúdo na Web”, o evento contou com a presença dos três fundadores da Luneta: eu (Rafael Louzada), Eduardo Mansell e Maurício Louro.
A palestra foi conduzida de forma a destacar o efeito das mudanças tecnológicas nos nossos dias, com ênfase em comunicação e produção de conteúdo. Passamos por alguns números de uso de internet no Brasil, mostramos cases etc. Segue um breve resumo do que foi falado e a publicação do nosso ppt, commo já havíamos feito neste post.
Parte 1 - O que a tecnologia muda no nosso dia a dia?
Eduardo Mansell pediu à plateia que lhe acompanhasse em dois cenários passados em momentos tecnológicos bastante diferentes: assim, fizemos uma breve viagem para perceber como questões tecnológicas influenciam nossas vidas hoje de uma forma que não imaginávamos há pouco tempo: passamos por momentos como o acordar com o toque do smartphone, ler notícias e e-mails durante o café da manhã, saber em tempo real como está o trânsito sem depender exclusivamente de informações de rádio ou até algo simples, como saber que filme os horários dos filmes no cinema sem precisar comprar o jornal. Percebeu como tudo isso é relativamente novo nas nossas vidas?
Parte 2 - Números da internet no Brasil
A segunda parte da palestra, conduzida pelo Maurício Louro, destacou números da internet no Brasil: somos hoje 190 milhões de brasileiros, dos quais mais de 30% com acesso à internet. Nem todos são usuários ativos, claro. Quando olhado sob esse aspecto, o número cai para 36 milhões. Ainda assim, bastante grande.
Vimos ainda que, além de sermos muitos, somos pessoas que navegam muito: brasileiros são o povo que fica mais tempo online, chegando a 45 horas por mês conectados. Tudo bem, nossa conexão é amis lenta, muito tempo das nossas conexões se referem a pessoas baixando vídeos de madrugada, mas o fato é que estamos à frente de países como Inglaterra e EUA.
Entre outros números, destaque também para os sites de redes sociais. Veja o ranking que um dos slides exibe:
. Orkut 26,9 /73%de alcance
▫ Twitter.com8,8/ 24% de alcance
▫ Facebook 8,0/ 22%de alcance
▫ Formspring.me4,8/ 13%de alcance
▫ Sonico2,1 /6% de alcance
Fonte: Ibope Nielsen Online (feveriro de 2010)
Para fechar, o Maurício citou alguns cases: números sobre a campanha de Barack Obama nos EUA, o caso do diretor da Locaweb demitido por falar mal de um clube patrocinado pela empresa no Twitter e ações de marketing muito interessantes envolvendo a atriz Grazi Massafera e o absorvente Intimus Gel. Para fechar, esse vídeo aqui, produzido por um cidadão que viajou pela United Airlines, teve seu violã quebrado no transporte e encongrou esta maneira divertida de processar, fazendo muito, muito barulho.

Parte 3 - O encontro das mídias

Tudo bem, já sabemos como a internet entrou nas nossas vidas e o quanto ela é importante no nosso dia a dia. A questão agora é: como isso afeta o mundo de mídia? Primeiramente, Eduardo Mansell exibe como as redações de jornais precisaram se mexer para acompanhar esse ritmo. Aparecem no telão matérias citando a integração de redações realizada por nomes de peso como Estadão, Folha, O Globo, LANCE!, El País e The New York Times.

Em seguida, é a vez de mostrar essa caminhada: o início dos jornais na web no Brasil, com a exibição de pdfs nos seus sites em vez de um ambiente com cara de internet é o primeiro exemplo, seguido pela evolução desse conceito. Passamos por páginas verdadeiramente online, links, vídeos, infográficos e demais referências.
Em seguida, passamos para um efeito no dia a dia dos repórteres, que agora precisam lidar com seus furos de reportagem de uma forma diferente: a possibilidade de se publicar um conteúdo online faz com que seja necessário antecipar a publicação. Não se pode mais esperar pela publicação do jornal no dia seguinte, como era prática antes. Ao fazer isso, corre-se um risco muio grande de se perder o furo para um site, atualizado em tempo real.
Para fechar esta etapa, demos uma olhada em casos de jornalistas que tinham carreiras sólidas no jornalismo offline, mas que tomaram a decisão de mergulhar no mundo online: Flavio Gomes hoje é reconhecido pela sua cobertura de automobilismo no site Grande Prêmio mais do que pela sua carreira na Rádio Jovem Pan ou Folha de São Paulo; Roicardo Noblat tem um nome de peso com seu blog e Sidney Rezende criou o portal SRZD ao ser demitido da rádio CBN.
Parte 4 - Impacto para usuários e jornalistas
E chegamos à última parte da palestra, em que eu questionei qual foi o real impacto de todas essas mudanças para os jornalistas que estão nestas redações que deixaram de ser fragmentadas entre online e offline e agora estão mescladas. Primeiramente, a ideia fooi entender como as coisas evoluíram para chegar aonde estamos: lembramos daqueles dias em que as famílias se reuniam exclusivamente para ver TV ou ler um livro era uma experiência baseada no foco na leitura etc. Passamos a viver um momento em que preferimos ler jornal assistindo a TV ou ouvir música lendo um livro.
Isso tudo foi fruto da nossa vontade, que sempre quis misturar as coisas, mas precisava de uma ajudinha tecnoógica, que demorou, mas chegou. Hoje, os sites misturam texto, foto, vídeo e áudio com a maior naturalidade. A presença online de uma rádio hoje em dia tem galerias de fotos e vídeo para que se veja o que acontece nos estúdios. Pergunte à sua avó como era angustiante a curiosidade sobre o rosto do galã da rádio-novela de anos atrás. Veja como isso mudou.
Essas mudanças permitiram mais: podcasts permitem que a gente carregue no celular, mp3, Ipod etc nossas músicas e programas prediletos. Não precisamos mais esperar a hora de ouvir nada. Podemos escolher o que queremos fazer e quando queremos.
E, à medida que ganhamos essa liberdade, passamos a querer participar ainda mais. Sempre quisemos isso, mas agora temos suportes tecnológicos que nos permitem ir além da participação por carta ou telefone pedindo e sugerindo pautas. agora, podemos enviar conteúdo. Os usuários criaram canais para aquilo que é produzido pelos usuários em seus sites, sem deixar de destacar esse conteúdo em suas homes quando os consideram mais importante do que aquilo produzido pelos seus próprios jornalistas.
Todo esse movimento de participação e colaboração criou uma comunidade formada pelas empresas de mídia e seus leitores, espectadores, usuários, ouvintes. É possível agora interagir imediatamente com essas pessoas através de redes sociais, por exemplo. Agora, temos ferramentas diversas que ajudam os jornalistas no dia a dia e algumas delas estão expostas na apresentação aqui embaixo.
Para fechar, lembramos que as redações não estão perdendo pessoal. Elas estão ganhando uma nova forma, com novas carreiras: agora, um jornal, uma rádio ou uma TV precisam de novos profissionais e novos conhecimentos, como webwriting, arquitetura de informação, SEO, redes sociais etc. E assim, continuamos evoluindo. Com muitos dos mesmos anseios de ontem, anteontem…
ELETROLUX 06 3 anos de garantia
casas Bahia Físico - 700 (665 à vista)
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BRASTEMP:
CONSUL
Links:
United - Guitarra
http://www.youtube.com/watch?v=nU1CKC9BJgE
O Globo
Estadão
Gabeira
Para Luneta:
http://www.bluebus.com.br/show/2/98377/para_ler_jornais_e_revistas_ipad_31_laptop_26_impressos_24_pesquisa
Acorda -
, pega o jornal
Toma o café, vai para o trabalho. Liga o rádio para saber do trânsito. Não ouve nada sobre o mesmo. Pega um baita engarrafamento. Chega no trabalho e é lembrado que é sexta, dia de cinema. Liga para a mulher, não consegue falar. Apenas na terceira vez. Enfim, ela é avisada que precisa comprar os ingressos para os quatro. A bilheteria só abre às 15h e o cinema é às 20h. Ela chega em casa e a empregada diz que precisa de comida para deixar o almoço de fim de semana pronto. Ela corre para o mercado. É o fim do sonho de fazer o cabelo no salão antes do cinema. Compras feitas a empregada avisa que não deixou jantar, pois é sexta-feira e ela compra lanche. Ela corre desesperada para a padaria para comprar algo pronto e deixar para os filhos. A rotina acaba às 18h, quando ela toma um banho e exausta corre ao cinema.
Acorda, toma banho, lê as notícias que lhe interessa no lap top. Sabe que pode ter uma noção do trânsito e que não precisa sair tão cedo. Lê os e-mails em casa. Chega no trabalho sem engarrafamento e é lembrado do cinema. Não se afoba, compra on line. Bilhetes garantidos. Liga para a mulher, não consegue falar deixa um torpedo. Ela retorna no intervalo, lembrada do cinema. Avisada da necessidade de compras, faz as mesmas on line. Marca o horário da entrega e a empregada recebe as compras, enquanto ela tranquilamente vai ao salão. No caminho, é lembrada via torpedo que é sexta-feira, dia de comprar o lanche. Passa antes na padaria e retorna no meio da tarde com tranquilidade suficiente para se preparar para o cinema.

Demorou, mas enfim está saindo o post completo sobre a palestra da Luneta Digital na Universo de Niterói, realizada no dia 25 de agosto. Com o tema “Conteúdo na Web - Comunicação na Internet”, o evento contou com a presença dos três fundadores da Luneta: eu (Rafael Louzada), Eduardo Mansell e Maurício Louro.Equipe da Luneta Digital aguardando início do evento

A palestra foi conduzida de forma a destacar o efeito das mudanças tecnológicas nos nossos dias, com ênfase em comunicação e produção de conteúdo. Passamos por alguns números de uso de internet no Brasil, mostramos cases etc. Segue um resumo do que foi falado e a publicação do nosso ppt, como já havíamos feito neste post.

Introdução - O que a tecnologia muda no nosso dia a dia?

Eduardo Mansell pediu à plateia que lhe acompanhasse em dois cenários passados em momentos tecnológicos bastante diferentes: assim, fizemos uma breve viagem para perceber como questões tecnológicas influenciam nossas vidas hoje de uma forma que não imaginávamos há pouco tempo: passamos por momentos como acordar com o toque do smartphone, ler notícias e e-mails durante o café da manhã, saber em tempo real como está o trânsito sem depender exclusivamente de informações de rádio ou até algo simples, como saber os horários dos filmes no cinema sem precisar comprar o jornal. Percebeu como tudo isso é relativamente novo nas nossas vidas?

Parte 1 - Números da internet no Brasil

A segunda parte da palestra, conduzida pelo Maurício Louro, destacou números da internet no Brasil: somos hoje 190 milhões de brasileiros, dos quais mais de 30% com acesso à internet. Nem todos são usuários ativos, claro. Quando olhado sob esse aspecto, o número cai para 36 milhões. Ainda assim, bastante grande.

Maurício Louro durante a sua participação na PalestraVimos ainda que, além de sermos muitos, somos pessoas que navegam muito: brasileiros são o povo que fica mais tempo online, chegando a 45 horas por mês conectados. Tudo bem, nossa conexão é mais lenta, muito tempo das nossas conexões se referem a pessoas baixando vídeos de madrugada, mas o fato é que estamos à frente de países como Inglaterra e EUA e isso merece algum destaque.

Entre outros números, destaque também para os sites de redes sociais. Veja o ranking que um dos slides exibe:

▫ Orkut 26,9 /73%de alcance

▫ Twitter.com8,8/ 24% de alcance

▫ Facebook 8,0/ 22%de alcance

▫ Formspring.me4,8/ 13%de alcance

▫ Sonico2,1 /6% de alcance

Fonte: Ibope Nielsen Online (feveriro de 2010)

Para fechar, o Maurício citou alguns cases: números sobre a campanha de Barack Obama nos EUA, o caso do diretor da Locaweb demitido por falar mal de um clube patrocinado pela empresa no Twitter e ações de marketing muito interessantes envolvendo a atriz Grazi Massafera e o absorvente Intimus Gel. Para fechar, o vídeo United Breaks Guitars, produzido por um cidadão que viajou pela United Airlines, teve seu violão quebrado no transporte e encontrou esta maneira divertida de processar, fazendo muito, muito barulho.

Parte 2 - O encontro das mídias

Tudo bem, já sabemos como a internet entrou nas nossas vidas e o quanto ela é importante no nosso dia a dia. A questão agora é: como isso afeta o mundo de mídia? Primeiramente, Eduardo Mansell mostrou como as redações de jornais precisaram se mexer para acompanhar esse ritmo. Aparecem no telão matérias citando a integração de redações realizada por nomes de peso o Brasil e do Exterior como Estadão, Folha, O Globo, LANCE!, El País (Espanha) e The New York Times (EUA).

Em seguida, é a vez de mostrar essa caminhada: o início dos jornais na web no Brasil, com a exibição de pdfs nos seus sites em vez de um ambiente com cara de internet é o primeiro exemplo, seguido pela evolução desse conceito. Passamos por páginas verdadeiramente online, links, vídeos, infográficos e demais referências.

Em seguida, passamos para um efeito no dia a dia dos repórteres, que agora precisam lidar com seus furos de reportagem de uma forma diferente: a possibilidade de se publicar um conteúdo online faz com que seja necessário antecipar a publicação. Não se pode mais esperar pela publicação do jornal no dia seguinte, como era prática antes. Ao fazer isso, corre-se um risco muio grande de se perder o furo para um site, atualizado em tempo real.

Para fechar esta etapa, demos uma olhada em casos de jornalistas que tinham carreiras sólidas no jornalismo offline, mas que tomaram a decisão de mergulhar no mundo online: Flavio Gomes hoje é reconhecido pela sua cobertura de automobilismo no site Grande Prêmio mais do que pela sua carreira na Rádio Jovem Pan ou Folha de São Paulo; Ricardo Noblat tem um nome de peso com seu blog e Sidney Rezende criou o portal SRZD ao ser demitido da rádio CBN.

Parte 3 - Impacto para usuários e jornalistas

E chegamos à última parte da palestra, em que eu questionei qual o real impacto de todas essas mudanças para os jornalistas destas redações que deixaram de ser fragmentadas entre online e offline e agora estão mescladas. Primeiramente, a ideia foi entender como as coisas evoluíram para chegar aonde estamos: lembramos daqueles dias em que as famílias se reuniam exclusivamente para ver TV ou ler um livro era uma experiência baseada no foco na leitura. Passamos a viver um momento em que preferimos ler jornal assistindo a TV ou ouvir música lendo um livro, misturando experiências.

Isso tudo foi fruto da nossa vontade. Sempre quisemos misturar as coisas, mas precisávamos de uma ajudinha tecnoógica, que demorou, mas chegou. Hoje, os sites misturam texto, foto, vídeo e áudio com a maior naturalidade. A presença online de uma rádio hoje em dia tem galerias de fotos e vídeo para que se veja o que acontece nos estúdios. Pergunte à sua avó como era angustiante a curiosidade sobre o rosto do galã da rádio-novela de anos atrás. Veja como isso mudou.

Essas mudanças foram além: podcasts permitem que a gente carregue no celular, mp3, Ipod etc nossas músicas e programas prediletos. Não precisamos mais esperar a hora de ouvir nada. Podemos escolher o que queremos fazer e quando queremos.

E, à medida que ganhamos essa liberdade, passamos a querer participar ainda mais. Sempre quisemos isso, mas agora temos suportes tecnológicos que nos permitem ir além da participação por carta ou telefone pedindo e sugerindo pautas. agora, podemos enviar conteúdo. Os jornais criaram canais para aquilo que é produzido pelos usuários em seus sites, sem deixar de destacar esse conteúdo em suas homes quando os consideram mais importante do que aquilo produzido pelos seus próprios jornalistas.

Todo esse movimento de participação e colaboração criou uma comunidade formada pelas empresas de mídia e seus leitores, espectadores, usuários, ouvintes. É possível agora interagir imediatamente com essas pessoas através de redes sociais, por exemplo. Agora, temos ferramentas diversas que ajudam os jornalistas no dia a dia e algumas delas estão expostas na apresentação aqui embaixo.

Encerramento da palestra. Obrigado pela presençaPara fechar, lembramos que as redações não estão perdendo pessoal. Elas estão ganhando uma nova forma, com novas carreiras: agora, um jornal, uma rádio ou uma TV precisam de novos profissionais e novos conhecimentos, como webwriting, arquitetura de informação, SEO, redes sociais etc. E assim, continuamos evoluindo. Com muitos dos mesmos anseios de ontem, anteontem…

A última etapa da palestra foi composta pelas perguntas dos alunos e professores presentes. Obrigado pela presença de todos, esperamos que tenham gostado.

Por: Rafael Louzada

Veja a apresentação:

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